Com o avanço econômico e a industrialização de diversas áreas do território brasileiro, ocorreu o crescimento da concentração de poluentes do ar, principalmente através do monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (SO²), óxidos de nitrogênio (NOx), entre outros compostos que alteram a qualidade do oxigênio.

Um dos grandes organismos biológicos que vem sendo utilizado para análise da qualidade do ar são os líquens, pois eles apresentam uma sensibilidade elevada às alterações geradas por poluentes atmosféricos. É importante que haja uma preocupação por parte das empresas em avaliar essas condições adversas, principalmente dentro das áreas fabris, para que seja possível identificar as fontes geradoras de poluição mais intensas e assim buscar meios ou sistemas que reduzam essas emissões.

Podemos encontrar os Líquens em trocos de árvores, sendo os principais tipos morfológicos os crostosos que apresentam pequenas escamas em sua estrutura laminar, os foliosos que lembram estruturas veludadas, finas ou espessas, e os líquens fruticosos que comumente possuem projeções específicas no córtex inferior e parecem folhas. Quanto maior a diversidade de líquens encontrados em um determinado local, melhor é a qualidade do ar, dessa forma encontrando menos diversidade temos um sinal de poluição do ambiente.

Esse método de análise normalmente é simples e não tem custo elevado, é uma forma interessante que as empresas podem aderir para avaliar seus índices de poluição e assim buscar melhorias em seus processos de forma que garanta melhor qualidade ao meio ambiente, à biodiversidade e à comunidade em geral.

André Ruediger: 29 anos, Catarinense, Proprietário da Empresa Senso Ambiental, Técnico de Segurança do Trabalho, Brigadista Particular, Qualificação em Operações de Segurança Empresaria e Acadêmico de Engenharia Ambiental.