É sabido que o ramo da Construção Civil vem sendo uma das grandes atividades econômicas do País, visto que estamos em constante desenvolvimento. Mas essa traz consigo grandes impactos ambientais, sendo que ocorrem alterações de paisagens e ambientes, uso de recursos naturais, aumento do ruído perimetral e principalmente geração de resíduos. É importante ressaltar que os Resíduos da Construção Civil (RCC), são divididos em quatro categorias, conforme previsto na Resolução 431/2011, 307/2002, 448/2012 e 348/04 do Conama, que classificam da seguinte forma:

Classe A: Reutilizáveis ou recicláveis:

a) Construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;

b) Construção, demolição, reformas e reparos de edificações (componentes cerâmicos, argamassa e concreto);

c) Processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto produzidas nos canteiros de obras.

Classe B: Resíduos recicláveis para outras destinações, como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeira, gesso, etc.

Classe C: Resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam sua reciclagem ou recuperação.

Classe D: Resíduos perigosos oriundos do processo de construção, como tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas e instalações industriais, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde.

Toda empresa do ramo da construção deve manter um PGRCC – Programa de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, coordenado por uma equipe multidisciplinar que possibilitará a aquisição do material mais adequado, manejo do mesmo e por fim, a destinação do resíduo final. Lembrando que toda a destinação deve obedecer aos critérios estabelecidos pela Legislação, gerenciando desde a qualificação/certificação do prestador de serviços que irá coletar esse resíduo, até seu destino final, mapeando todo o processo do início ao fim, para isso as Normas da ABNT NBR 10.004 e 10.703 também devem ser consideradas.

Elaborado por: André Ruediger – 29 anos, Catarinense, Proprietário da Empresa SensoAmbiental, Técnico de Segurança do Trabalho, Brigadista Particular, Qualificação em Operações de Segurança Empresaria e Acadêmico de Engenharia Ambiental.