Ruído ambiental e o plano diretor municipal

Muitas empresas centenárias vivem hoje problemas relacionados à sua localização geográfica, pois em sua fundação a escassa mão de obra da época e as dificuldades de locomoção tornavam um privilégio aos trabalhadores residirem próximo às empresas. Esta condição, unida ao crescimento populacional e a falta de regras municipais relacionadas à construção de moradias e a ocupação de terras, fez com que as cidades se desenvolvessem de forma desorganizada.

As empresas cresceram, ganharam proporções, maquinários e sistemas que geram ruídos e afetam diretamente as comunidades em seu entorno. Paralelo ao desenvolvimento econômico e industrial, em 1988 os municípios com mais de 20 mil habitantes passaram a ter que desenvolver o chamado “Plano Diretor Municipal” que tem o objetivo de organizar as cidades e evitar este tipo de situação.

Avaliar os níveis de ruído em áreas externas significa conhecer a qualidade do meio ambiente, uma vez que a NBR 10.151:2019 – Acústica – Medição e avaliação de níveis de pressão sonora em áreas habitadas, trás parâmetros à serem seguidos na preservação e garantia do combate à poluição sonora.

Para os dias de hoje é necessário remediar o problema ambiental e manter a “política da boa vizinhança”, sendo importante avaliar os níveis de ruído e se ultrapassarem os parâmetros Legais, deve-se tomar medidas que reduzam sua emissão direto na fonte ou então buscar empresas especializadas em sistemas de isolamento acústico.

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André Ruediger
Catarinense, Engenheiro Ambiental, Pós Graduando Engenharia de Segurança do Trabalho e Administração Estratégica. Técnico de Segurança do Trabalho, Brigadista Particular, Qualificação em Operações de Segurança Empresarial, Proprietário da empresa Senso Ambiental e Responsável pela Gestão de SSMA e Certificações em empresa têxtil de Blumenau.